Comunicado Importante - 3 contos do blog serão publicados

É com muito orgulho que venho anunciar, que eu Debby Lennon e Sandra Franzoso iremos participar da antologia Jogos Criminais. A Antologia será lançada no dia 15/01/2011, Na Biblioteca Viriato Correa, situada a Rua Sena Madureira, 298 - Vila Mariana. Meus contos Anjo Perdido e Joana e Maria, já foram postados aqui no blog e agora está aperfeitoado e com mudanças no final,o mesmo acontece com o conto O Noivado da Sandra. Maiores informações em breve.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A morta na estrada

Esse texto se refere a um conto que ouvi anos atrás. talvez alguns de vocês também já o tenham ouvido. Trata-se daqueles casos que viram lendas urbanas... ou não!
A estrada estava vazia, chovia muito e José estava cansado de dirigir, mas como todo caminhoneiro, ele não reclamava do batente. Dirigia enquanto o rádio tocava suas canções preferidas. Faltava pouco tempo para chegar em casa, em breve, estaria junto de sua esposa. Enquanto permanecia na estrada, o rádio era seu companheiro fiel. Vez ou outra passava um carro ou caminhão.
José cantarolava uma canção e seguia seu caminho sonhando com aquela comidinha caseira gostosa que sua esposa fazia tão bem. Que tempero! Ele imaginava aquele abraço carinhoso recepcionando sua chegada, aquele sorriso de satisfação e o mais lindo brilho no olhar.
Estava começando a sentir sono, não desejava parar pois precisava chegar logo. E faltava tão pouco. Porém, estava difícil conter o sono, ele nem percebeu aquele corpo estirado na estrada, o corpo estava posicionado meio na diagonal. Metade no acostamento e metade na frente do caminhão, de repente, José passou por cima das pernas e abriu os olhos com o impacto. Ficou assustado sem saber o que fazer. Pensou se teria atropelado alguém, sentiu-se arrependido por não ter descansado um pouco mais. Abriu a porta e desceu. O corpo era de uma mulher e pela aparência já estava ali há bastante tempo. Ninguém havia percebido e se ele estivesse atento à estrada, talvez nem ele. Pensaria ser algum animal morto e iria desviar.
A noite estava muito escura e a chuva não cessava. José olhou no relógio e já eram quase 23 horas, pretendia chegar em casa antes da meia-noite. Além dele e daquele cadáver, nada mais havia na estrada. Silêncio total. Ele pensou que seria melhor ir embora, afinal, ela já devia estar morta há horas. Ao chegar em casa, daria um telefonema anônimo para a polícia e estaria tudo resolvido. No entanto, antes de entrar no caminhão, olhou para as mãos da mulher e viu um anel muito bonito. Ele sabia reconhecer uma jóia. Era ouro maciço e a pedra, sem dúvida, uma esmeralda. Ele não pensou duas vezes e tentou pegar o anel, mas não saía. As mãos dela estavam inchadas. Que desperdício deixar aquele anel no dedo de uma morta. Pensou bem e se lembrou do canivete que trazia com ele no caminhão. José não pensou duas vezes, cortou o dedo da defunta, pegou o anel e subiu.
O rádio tocou uma canção antiga e José sentiu uma estranha nostalgia, mas ele estava satisfeito porque teria um presente de qualidade para sua esposa. A consciência não pesou, aquela mulher estava morta. O sono havia passado, ele estava bem perto do caminho que o levaria para seu tão esperado lar. Foi quando um pouco mais à frente, alguém fez sinal pedindo carona. Ele hesitou, mas a chuva estava muito forte e o frio também. José parou o caminhão e perguntou onde a pessoa iria, ela respondeu que não muito longe e ele informou que estava perto de casa, mas que a deixaria na estrada antes de sair dela. A mulher sorriu e entrou. Usava um véu.
José começou a conversar sobre o tempo e questionou sobre ela estar sozinha ali numa hora daquelas, mas a estranha não respondia, apenas olhava para ele fixamente. Ele sentiu uma sensação estranha e olhou para seu rosto, ela tirou o véu. José sentiu um tremor, a boca ficou seca e a voz não saía. Ela estava pálida. Ele olhou em suas mãos e notou que uma delas estava sem o dedo. Era a morta que ele havia encontrado na estrada. José perdeu a direção e capotou.
No dia seguinte, o caminhão de José foi encontrado com ele morto. O anel não estava entre os seus pertences.
Sandra

9 comentários:

Rodrigo Piva disse...

Adoro essas histórias assustadoras!!! :-)))
Beijo

Jack Sawyer (Silvio A.P.Bernardo) disse...

Boa Sandra. Parece muito um com um conto que escrevi no meu começo em 2008(http://contosfantasticosdesial.blogspot.com/203/03/estrada.html)e é uma lenda urbana.

Um abraço.

Rose Red disse...

Eu conheço essa lenda! Muito boa! Está de parabéns, Sandra!

NHAMUNDÁ ON LINE disse...

Saudações!
Amiga sandra,
Um texto excelente!
Você têm uma imaginação fascinante, e a descrição do ambiente deu muita mais vida a história!
Parabéns pelo texto!
Abraços,
LISON.

Mr.Jones disse...

uiiii que medo!
:0

N.'.E.'.I.'.. disse...

É por isso que não se deve parar no meio da estrada...e tampouco dar carona... >:O

Carlos Junior disse...

Legal,Nota 10...!!!Que tempero!!!rsrsrs...

PATCHULLA disse...

Adorei ppois sou fanãtica por suspenses.
Muito bom
Bjus
Pat

Bronca no Trombone disse...

Bela história. Bem ao estilo das que costumo escrever esporadicamente.
Adoro esse gênero e o seu texto me prendeu a ponto de eu nem piscar os olhos!

Parabéns pelo post!

Beijos,

André

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