Comunicado Importante - 3 contos do blog serão publicados

É com muito orgulho que venho anunciar, que eu Debby Lennon e Sandra Franzoso iremos participar da antologia Jogos Criminais. A Antologia será lançada no dia 15/01/2011, Na Biblioteca Viriato Correa, situada a Rua Sena Madureira, 298 - Vila Mariana. Meus contos Anjo Perdido e Joana e Maria, já foram postados aqui no blog e agora está aperfeitoado e com mudanças no final,o mesmo acontece com o conto O Noivado da Sandra. Maiores informações em breve.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Adeus!

Bom dia caros leitores!




Hoje acordei pensando em renovar muitas coisas em minha vida uma delas são meus blogs. Infelizmente, não tenho tempo para me dedicar a eles como queria e resolvi excluir a maioria. Deixarei apenas o Sol da Debby e os Contos obscuros de Lady Debby Lenon, os demais serão excluídos, o Lado Negro da Mente Humana eu deixarei sob supervisão da amiga Sandra, confio que estará em boas mãos, seu talento como escritora já é conhecido por vocês.

Estou organizando meu tempo para poder me dedicar mais às coisas que amo fazer, ler e escrever. Em 2011, quero ler mais de um livro por mês (média que atingi esse ano), quero colocar em prática as ideias para os livros Jéssica e Messias (nomes provisórios) e também para começar o rascunho de outro livro, quem sabe se o mundo não acabar em 2012, eu não lance um dos três em 2013? (Brincadeirinha...)

Assim termino meu último post para esse blog, quem sabe quando eu conseguir me organizar melhor, até não retorne ao blog com novos contos e novos posts que alegrem e ativem a curiosidade de todos. No mais, eu espero vocês no lançamento do livro Jogos Criminais.



Beijos



Debby Lennon

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Amor e Morte

Eu sobre ela.
Nossos corpos unidos bailando com leveza, em sintonia.
Aquela boca, pele e curvas, senti-me enfeitiçado.
Seu modo de amar, de se entregar, de se contorcer conforme se aproximava o ápice do prazer.
Bocas que se buscavam, mãos que se apertavam, desejo que enlouquecia.
Ela, vibrando em meus braços, eu penetrando-a com loucura.
Sussurros, gemidos, gritos, gritos e mais gritos. Gritos meus, em êxtase, gritos dela, apavorada, a dor a dominá-la. Berros horripilantes.
O sorriso, de repente, se desfez daqueles lábios rosados e carnudos. Os olhos, de um azul intenso, pararam.
Nas unhas dela, resquício da minha pele arranhada no auge de seu desespero. Nas minhas mãos, um punhal a dilacerar seus orgãos.
Que pena, amor, que pena.
Nunca mais sentirei o calor do seu corpo a me aquecer. Esse corpo que agora jaz inerte sobre meus lençóis ensanguentados.

Sandra F.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O podólatra assassino - do fetiche à morte

Ninguém sabe o que se passa na cabeça de um psicopata, ele pode estar mais perto do que se imagina, sua frieza e determinação não o deixa arrepender-se. Mas, nem todos chegam tão longe a ponto de matar... o que não era o caso de Felizberto...


Felisberto tinha fascínio por pés femininos. Pés bem feitos, unhas bonitas e sandálias de salto simplesmente o enlouqueciam. Antes de admirar os cabelos, os olhos, o sorriso e o corpo de uma mulher, ele observava os pés, os quais eram um convite para que ele avançasse o sinal.

Era um homem de meia idade, casado e sem filhos. Seu casamento sempre foi tranquilo e porque não dizer... feliz.

Certa vez, a cunhada Adalgiza, passou uma noite em sua casa após uma visita. Estava tarde pra ir embora. Ela dormiu no sofá. Felisberto se levantou durante a noite para beber um copo de água, passou pela sala e a avistou deitada. Sabia que o sono de Adalgiza era pesado. Ele se aproximou e se ajoelhou diante dela, acariciou e beijou aqueles pezinhos macios. Mal pôde controlar o ímpeto de rasgar as roupas daquela linda mulher, dirigiu-se ao banheiro e lá começou a se masturbar. Antes de se deitar, ele fotografou os pés da cunhada.

Felisberto gostava de ir trabalhar de metrô em vez de carro, afinal, era um modo mais fácil de observar os pés femininos. Lamentava pelas estraga-prazeres que usavam sapatos fechados, porém, ele se deliciava com as rasteirinhas, sandálias e plataformas usadas pelas mulheres. Ele gostava quando a cor do esmalte combinava com a cor da sandália. E somente depois de admirar os pés, ele prestava atenção nos demais atributos físicos das garotas e senhoras. Costumava portar uma câmera na maleta e sempre que surgia uma oportunidade, ele fotografava diversos pés femininos. Essa invasão de privacidade não era percebida devido sua agilidade.

Felisberto era um homem esquisito, por trás desse fetiche havia algum mistério. Seu comportamento parecia estranho, óbvio que ele guardava um segredo, mas qual? Sua esposa o amava, ela não podia reclamar, pois tinha um marido carinhoso e atencioso apesar de antisocial. Não gostava de ir para festas e para lugares lotados. Apenas sair sozinho e demorava horas pra retornar. Luzinete não desconfiava de amantes, mas acreditava que havia algo suspeito no ar. E de fato havia... Entretanto, ela decidiu jamais tocar no assunto para não aborrecê-lo, afinal, ele dava tudo o que ela queria, na verdade, ele era tudo o que ela precisava.

O grande mistério que Felisberto escondia chocaria qualquer cidadão, até mesmo os produtores de filmes americanos de suspense porque era real, ele possuía um galpão onde guardava as milhares de fotos que tirava e onde mantinha 35 pés devidamente armazenados em substâncias apropriadas para conservar a carne humana. Sempre que podia, fugia do estresse do dia-a-dia lá, acariciando, beijando e admirando suas relíquias. Era um homem orgulhoso do que possuía. Mas nunca estava satisfeito, sempre desejava mais, um homem insaciável!

Os corpos das 35 vítimas foram encontrados pela polícia em diversos lugares. Os exames periciais mostravam marcas de mordidas e sinais de estupro. Não foram encontradas impressões digitais nos locais, nem sêmem nas vítimas. Após a violência sexual, elas eram enforcadas e tinham seus pés arrancados.

O horror assolava a sociedade, os crimes em série aterrorizavam a cidade. O Ministério Público estava com um caso complicado nas mãos e a opinião pública pressionava cada vez mais. A situação era tensa.

Luzinete tinha sorte de não se tornar uma vítima nas mãos do marido. Prefiro afirmar que uma força maior a protegia. Ele escolhia até mesmo a cor do esmalte que ela usava e inclusive o modelo do sapato. Nas relações sexuais, Felisberto passava muito tempo brincando com os pés da esposa, desde alisar, beijar, morder até se esfregar neles.

Laura trabalhava como recepcionista na mesma empresa de Felisberto, era uma moça encantadora, seu corpo fazia qualquer homem perder o foco. A cintura fina, o quadril largo e as coxas grossas chamavam a atenção, mas Felisberto só prestou atenção nessas características depois de se surpreender com os pés exuberantes que ela possuía. Tão pequenos, dedinhos jeitosos, unhas pintadas numa tonalidade discreta, enfim, a coisa mais linda que ele já viu... Ele a queria e quanto mais ela o ignorava, mas ele a desejava. Felisberto nunca foi homem de desistir, paciência sempre esteve entre suas virtudes. E meses depois de tamanha insistência, ele a seduziu.

Era uma noite de verão, estava muito quente no escritório. Laura usava um vestido azul e bege. O decote estonteante, mas foi a sandalinha bege combinando com o vestido e as unhas pintadas num tom rosado que fizeram Felisberto enlouquecer. Ele convidou-a para jantar e após o expediente saíram para o mesmo endereço. Ela saiu 15 minutos antes pra que ninguém percebesse. Encontraram-se num restaurante agradável, localizado à Rodovia Régis Bittencourt.

Bom papo, "una bella pasta italiana" e um bom vinho regado a um clima de flerte que estava no ar. Ele, um homem galanteador. Ela, uma presa fácil. Após o jantar, dirigiram-se ao galpão de Felisberto. Eufórico ele empurrou Laura na cama, rasgou suas roupas com os dentes, a amordaçou e a penetrou com violência repetidas vezes. Ela se debatia e gritava desesperada, mas a mordaça abafafa o som de sua voz. Aquela tortura durou uns 40 minutos, pra Laura parecia um século. Ele a estuprava, mordia e batia, estava fora de si. Quase arrancou um pedaço do seio esquerdo. Então, quando se deu por satisfeito, apertou o pescoço da moça até matá-la para, finalmente, cortar o pés.

Ousado, Felisberto jogou o corpo atrás de uma delegacia próxima. Ele brincava com a polícia.
Os crimes estavam fazendo com que muitas pessoas se mudassem de cidade, o medo apavorava os cidadãos, os assassinatos brutais pareciam não ter fim.

Na semana posterior ao episódio da morte de Laura, a cunhada de Felisberto fez nova visita. Luzinete estava no mercado fazendo compras e Felisberto recebeu respeitosamente a mulher com quem sonhava muitas noites. Atraente, Adalgiza usava um vestido branco justo, o qual marcava seu corpo, os cabelos negros estavam soltos e a sandália era prateada. Ele notou que nas unhas havia apenas base. Uma loucura!

Luzinete chegou do mercado e ficou feliz em receber a irmã para o jantar.
Conversaram animadamente até altas horas, bebericaram um bom licor, a convidada era uma companhia agradável. Depois de um longo tempo foram se deitar. As mulheres dormiram rapidamente devido à bebida. Menos Felisberto que virava na cama de uma lado pro outro, não tinha sono, só desejo. Imaginava Adalgiza deitada no sofá e tinha ereções. Até que num determinado momento, ele não resistiu mais e se dirigiu à sala. Parou diante de Adalgiza, contemplando-a toda por alguns minutos. Aproximou-se, se abaixou e esfregou os pés da cunhada em seu rosto. Delicadamente lambia a sola e chupava os dedos. Ela se mexia, mas não acordava. Felisberto passou a massagear os pés da bela morena com uma das mãos e a outra, dentro de sua bermuda, esfregava o pênis. Só que nessa hora, Adalgiza abriu os olhos e ia gritar quando ele tapou sua boca. Ela tentou lutar contra inutilmente, não tinha força pra tanto. Puxando-a pelos cabelos e com uma faca nas mãos, ele fez com que ela ficasse em silêncio. Rapidamente, ele a amordaçou.

As roupas de Adalgiza foram rasgadas, aquele homem bruto a penetrava com tanta fúria que saiam lágrimas de dor dos seus olhos. Terminado o estupro, no momento em que Felisberto ia apertar o pescoço da cunhada como fazia com todas as vítimas, um ruído o interrompeu, Luzinete tinha se levantado, estava ainda sonolenta pelo calmante que tomava todas as noites e a mistura com o álcool. Tudo aconteceu muito rápido, não havia como impedí-la de observar a cena cruel que se passava na sala. A irmã nua e amordaçada, as roupas rasgadas caídas no chão, sinais de violência por todo canto e o marido também nu, de posse de uma faca.

Não havia outra coisa a ser feita, a não ser matar a esposa. E foi justamente isso que ele decidiu fazer, Felisberto foi pra cima de Luzinete para golpeá-la, só que ela foi mais ágil e o acertou com um vaso que estava próximo na estante, o qual matou Felisberto instantaneamente.

Luzinete estava pasma com aquele acontecimento inacreditável, desamarrou a irmã, elas se abraçaram chorando perplexas. Luzinete deu um telefonema para a delegacia. Era o fim daquela onda de horror.


Nota: esclareço que podolatria não está relacionada à psicose. O fetiche pelos pés é, na verdade, mais comum do que muitas pessoas imaginam.
Este é apenas um conto que escrevi, uma ideia que surgiu de repente.

Sandra

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